Muitos jovens sonham em ser comissários de voo, já que é uma profissão que permite conhecer diversas partes do mundo e com salários que variam de R$ 2,5 mil até R$ 7 mil -em caso de experiência internacional-, mas o entusiasmo, muitas vezes, pode fazer com que alguns requisitos passem despercebidos. “É preciso estar atento às exigências das companhias aéreas e órgãos que regulamentam a profissão”, lembra o diretor do Centro Educacional de Aviação do Brasil, Salmeron Cardoso.  Confira algumas regras:

1) Os interessados devem ter no mínimo 18 anos e no máximo 29 anos, altura mínima de 1,58m para mulheres e 1,65m para homens, além de ensino médio completo.

 

 

 

 

 

 

 

 

2) Atendendo os primeiros requisitos, é necessário fazer o curso para Comissário de Voo em instituição homologada pela ANAC – Agência Nacional de Aviação Civil. “O curso tem o objetivo de preparar o profissional para o mercado de trabalho, testando-o até que esteja pronto para atuar na profissão com todas as técnicas e qualificações necessárias, já que a o comissário exerce uma função estratégica, muitas vezes gerenciando crises”, explica Cardoso.

3) Ao final do curso, os alunos devem tirar o CCF e o CMA( respectivamente Certificado de Capacidade Física e Certificados Médicos Aeronáuticos) para participar do Treinamento de Sobrevivência na Selva. Nesta prova prática, exigida pela ANAC, os alunos recebem instruções para sobrevivência na selva, ensinamentos de combate ao fogo, sobrevivência na água, primeiros socorros e obtenção de água. “Nessa fase, coloca-se em prática todo o conteúdo aprendido em sala de aula, testando, ao mesmo tempo, os limites físicos e psicológicos”, comenta o diretor.

4) Após a conclusão do treinamento na selva, é preciso fazer o exame  da ANAC, o chamado CCT – Certificado de Capacidade Teórica, que   comprovará o conhecimento teórico da profissão. Com essas certificações em mãos, o profissional estará pronto para iniciar sua carreira no mercado de trabalho.

“É preciso salientar que nem a realização do curso, nem a aprovação nos testes garantem a oportunidade de trabalho. Assim como em qualquer área, o pretendente passará por um processo de seleção, organizado e estipulado pelas companhias aéreas”, explica Cardoso.

Segundo o diretor do CEAB, a ANAC determina que após ser admitido pela companhia área, o candidato deve passar ainda por um processo de instruções teóricas e práticas sobre os aviões em uma aeronave ou simulador específico para cada tipo de equipamento no qual o aluno irá habilitar-se. “Esse processo soma, em geral, 27 horas/aula”, ressalta o especialista.

Também é dever da companhia área oferecer estágio em voo e, ocorrendo a aprovação, a empresa tem que solicitar à ANAC a expedição da licença do CHT – Certificado de Habilitação Técnica- do contratado. A partir desse momento, o comissário estará apto a desempenhar a atividade profissional dentro da companhia aérea.