19 jul
Trabalho interminável e curiosidades marcam rotina no Tom Jobim
Texto: Pablo Rebello, do Jornal O Globo, via Aeroclipping

Bastidores de um aeroporto
Por trás de centenas de pousos e decolagens diárias no Tom Jobim, há milhares de pessoas e muito trabalho
Porta internacional de entrada e saída do Rio, o Galeão levanta-se toda manhã como um gigante na Ilha do Governador. Uma média de 39 mil pessoas passa pelo complexo aeroportuário diariamente. Por ano, esse número cresce exponencialmente. Em 2010 foi registrado o movimento de 12 milhões de passageiros no local. As expectativas para este ano giram em torno de até 15 milhões de viajantes. E com eventos como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 no horizonte, a importância do aeroporto tende apenas a crescer, assim como a já grande preocupação com as instalações e o funcionamento. Tudo isso aumenta a responsabilidade de milhares de funcionários anônimos, que trabalham para que pousos e decolagens ocorram. O Caderno Ilha acompanhou o trabalho dessas pessoas e revela como funcionam as engrenagens do Tom Jobim.
— Nossa maior missão é fazer com que os passageiros fiquem com vontade de voltar para o Rio ao proporcionar a chegada mais agradável a todos, assim como uma partida tranquila, que só é possível com uma integração saudável entre todos os serviços aeroportuários — explica o superintendente do Galeão, Abibe Ferreira Jr.
No entanto, as variáveis que abrangem esses serviços são complexas como não podiam deixar de ser num lugar onde trabalham aproximadamente 25.700 pessoas. Os funcionários precisam obedecer a uma série de regras e procedimentos específicos.

Como no caso da pista de aeronaves, que apresenta uma sinalização própria para orientar todos que trabalham lá embaixo. Por ser uma área restrita, é preciso ter autorização ou crachá especial para circular no local. Para dirigir por ali, o controle é ainda mais rígido. Cada profissional apresenta no crachá o tipo de habilitação que ostenta. Ir de um lugar a outro, só com autorização do controle de solo. Regras que valem tanto para os fiscais de pista quanto para os pilotos de avião.
Mas o trabalho de taxiamento aéreo começa longe dali. Para que os aviões possam deixar o solo, os pilotos precisam apresentar um plano de voo na Sala de Informações Aeronáuticas (AIS), no Centro Meteorológico do Aeroporto. São pequenas cartas cheias de códigos que indicam a rota escolhida para a viagem. Técnicos especializados analisam os planos e sugerem possíveis mudanças, caso julguem necessário.
As condições do tempo influem diretamente no funcionamento do complexo aeroviário, motivo pelo qual é importante manter uma vigilância meteorológica constante.
— Fornecemos informações para dar apoio à navegação aérea de pilotos de aeronaves de pequeno ou de grande porte — afirma o meteorologista Fernando Marinho.
O radar meteorológico permite aos funcionários acompanharem ocomportamento das nebulosidades mais pesadas, assim como fornecer imagens de pequena ou de grande escala de determinada situação. Estações regionais e satélites contribuem para a realização do trabalho.
Por último, mas não menos importante, fica o Centro de Operações Aeropor tuárias (COA), que funciona 24 horas todos os dias sempre com uma equipe de seis operadores. Os grupos trabalham em turnos de 12 horas (com 24 horas de repouso) e têm várias atribuições, como a atualização dos painéis de pousos e decolagens e o disparo de mensagens sonoras para orientar passageiros nas dependências do Aeroporto.
O COA tem ligação direta com a torre de controle, sob comando da Aeronáutica, e recebe todas as informações necessárias para monitorar a chegada e a partida das aeronaves. Os operadores organizam as atualizações dos painéis de acordo com dados passados por rádio, circuitos televisivos e redes de computador. Nada relativo ao movimento de aeronaves deve passar despercebido.

Apesar de não controlarem as saídas dos voos, que ficam a cargo das companhias aéreas, os operadores que trabalham de madrugada precisam organizar diariamente uma previsão de como ficará a programação do dia seguinte. Mesmo que ela venha a ser alterada pela próxima equipe no decorrer do dia. — Os operadores precisam se adaptar a condições adversas, como deslocamentos de voos que não estavam previstos e no caso de fechamentos de outros aeroportos — destaca Roberto Soares, coordenador do COA

Achados, perdidos e crocodilos

■ CARCAÇA ESQUECIDA: os restos mortais de um jacaré talvez sejam o objeto
mais curioso no depósito de achados e perdidos do Galeão. Como o dono nunca
procurou a peça, que está no aeroporto há mais de dez anos, o bicho virou
mascote dos funcionários do setor
● A pressa de pegar um voo ou o cansaço de se esperar por um avião podem levar passageiros a esquecerem objetos importantes para trás. Casacos, carteiras, mochilas, livros, celulares, laptops. A lista não tem fim. São itens que, quando não levados por terceiros, terminam por parar na seção de achados e perdidos do aeroporto. No Galeão, não é diferente, e o depósito reservado para o armazenamento de material recolhido nos terminais 1 e 2 apresenta uma vasta coleção de objetos diversos, dos quais o mais curioso é a carcaça abandonada de um jacaré. Os itens são registrados, recebem uma numeração e ficam disponíveis para devolução por um período de 180 dias. Caso o dono não apareça, os objetos passam por uma triagem e são encaminhados para doação. Os funcionários do setor de achados e perdidos ainda fazem o possível para localizar os proprietários dos bens encontrados. Eles buscam por sinais que permitam a identificação do dono. Mas é uma tarefa difícil. — É essencial que os passageiros coloquem identificações nas bagagens para que possamos encontrá-los. Poucas pessoas fazem isso — conta Fábio Figueiredo, coordenador de Proteção contra Atos Ilícitos. Para reaver algum objeto perdido, o passageiro pode ligar para os telefones 3398- 4152, 3398-3044 ou 3398-2013. Algumas perguntas acerca do item perdido serão feitas, de modo que os funcionários do setor consigam identificá-lo como o verdadeiro dono do que foi esquecido. — O que nós mais queremos é que as pessoas venham buscar o que perderam. Mesmo porque, não temos como dar encaminhamento para muitos dos itens que recebemos — afirma Figueiredo. No começo do ano, o setor enviou mais de 30 caixas de roupas para as vítimas dos deslizamentos na Região Serrana do Rio. A equipe prepara uma nova leva de itens para doação, desta vez de casacos para afastar o frio do inverno. As roupas estão entre os objetos mais comuns que os passageiros deixam para trás.

Embarcação de 1659 é a origem do nome
● O galeão Padre Eterno, construído em 1659, na época era o maior navio do mundo. Estava destinado a sobreviver muito além de seu tempo. Pelo menos no nome, que foi transmitido para o aeroporto que passou a ocupar o estaleiro onde a embarcação foi montada. A história do Galeão tem raízes no estabelecimento da antiga base de aviação naval, em 1924. Ali surgiram hangares, oficinas, quartéis, alojamentos de oficiais e de praças, além da primeira Fábrica Nacional de Aviões. O aeroporto ganhou caráter internacional a partir de 1945. O complexo cresceu aos poucos e se abriu para os voos comerciais. Em 20 de janeiro de 1977, foi inaugurado o Terminal de Passageiros 1, que agregava o que havia de mais moderno naquela época. O Terminal 2 seria inaugurado em 1999, mesmo ano em que uma lei federal alterou a denominação do aeroporto em homenagem a um dos maiores músicos e compositores do mundo, morto e m 1994. Assim, o Galeão ganhou mais um nome, o de Antônio Carlos Jobim.
3 mai
Na condição de consumidores, os passageiros das companhias aéreas têm seus direitos e deveres estabelecidos pela legislação. Segundo o diretor do CEAB –Centro Educacional de Aviação do Brasil–, Salmeron Cardoso, na maioria das vezes, procedimentos simples podem resolver muitos impasses ou solucionar problemas que surgem quando se pretende viajar. “É obrigação do passageiro, por exemplo, se apresentar ao setor check-in com no mínimo 60 minutos de antecedência ao horário indicado no bilhete de passagem, no caso de embarques domésticos, e com 120 minutos, no caso de internacionais”, aponta.
Sempre que a companhia cancelar o voo, o passageiro deve ser reembolsado em até 30 dias, a partir da data de solicitação, e com os valores corrigidos. “Entretanto, se a situação é diferente, quando o passageiro é quem pede a alteração ou o cancelamento da passagem, é preciso consultar previamente as normas e exigências da empresa para evitar surpresas”, revela o diretor.
Foto: Antonio Cruz/ABr
Outro assunto que Cardoso destaca diz respeito às bagagens: “Cada passageiro precisa estar atento aos limites de peso e tamanho de sua bagagem, estabelecido pela empresa aérea”. Esta, por sua vez, deve zelar pela preservação dos pertences de cada consumidor e, no caso de extravio sem retorno por até 30 dias, em voos domésticos, deve arcar com as responsabilidades de indenização. “Vale lembrar que, ao detectar o ocorrido, é preciso preencher o Registro de Irregularidade de Bagagem (RIB) no balcão da companhia e, se não for solucionado, procurar auxílio de um fiscal da ANAC – Agência Nacional de Aviação Civil – no aeroporto”, destaca Cardoso.
“Além disso, é importante saber que os funcionários das companhias aéreas e do aeroporto precisam e merecem ser tratados com todo respeito e civilização. Não são essas pessoas as culpadas por problemas que o setor de transporte aéreo do país enfrenta”, finaliza o executivo.
3 fev
As viagens de avião são frequentes e necessárias nos dias de hoje pelas oportunidades ao desenvolvimento profissional, cultural e de lazer oferecidas por esse meio de transporte. Além de encurtar distâncias, o avião é um dos veículos mais seguros, como é demonstrado em diversas pesquisas. Segundo o psicólogo e doutor em Neurociência e Comportamento pela USP, Julio Peres, o número de pessoas que têm medo de avião é maior do que se imagina.
O especialista afirma que o primeiro passo para quem tem esse tipo de receio é diferenciar o medo de voar em relação a verdadeira fobia. O medo de viajar de avião geralmente não impede o indivíduo de fazer suas viagens, a despeito do desconforto. Contudo, às vezes, o medo pode evoluir para um Transtorno de Ansiedade, fobia cuja causa é multifatorial. Entre os motivos que levam uma pessoa a ter fobia, estão: fatores genéticos, neuroquímicos, socioculturais, tipo de personalidade e eventos de vida como traumas psicológicos.
“Muitas vezes as fobias são decorrentes de eventos em que o indivíduo experimentou expressivo medo no passado. Lugares, circunstâncias ou sensações associados ao trauma podem disparar a memória do evento e mecanismos de alerta como se a situação traumática estivesse acontecendo ou por acontecer, como um sistema que visa a sobrevivência. As emoções se superpõem à razão e as áreas límbicas são mais atuantes que as áreas envolvidas em processos de racionalização”, esclarece o especialista.
Tratamentos
Peres explica que, para superar o medo ou a fobia, muitas pessoas têm buscado a terapia que confere significativos resultados de superação: “A psicoterapia busca dissecar e trabalhar as associações estabelecidas entre eventos traumáticos e os respectivos sistemas de crenças que geram os comportamentos fóbicos. Os efeitos terapêuticos são em boa parte, decorrentes do ‘aprendizado de extinção’, que estabelece novas e saudáveis respostas mediante o estimulo que causava medo”.
Segundo o pesquisador, a terapia é um processo ativo de aprendizado pelo qual o indivíduo organiza sua cognição com experiências gradativas de enfrentamento consciente, gerando uma nova associação saudável em detrimento da anterior.
O psicólogo passa algumas dicas para quem tem medo e precisa voar:
:: Auto-indução de relaxamento
Uma técnica que ajuda a enfrentar o medo antes e durante a viagem é a auto-indução de relaxamento com foco na respiração tranquila apoiada por pensamentos de superação como “Eu me sinto tranquilo e seguro”, “Tudo está bem agora e assim continuará”, “Sou capaz e supero a mim mesmo”.
A explicação é simples: quando hiperventilamos (respiração ofegante, ansiosa) provocamos alterações do oxigênio na corrente sanguínea, favorecendo progressiva confusão mental e, como decorrência, exacerbação do medo. Por outro lado, quando mantemos a respiração tranquila nos sentimos mais seguros, confiantes e com o controle preservado.
:: Resgatar a coragem
Outra boa dica é resgatar o repertório de vitórias em outros períodos da vida (conquistas de objetivos no campo familiar, profissional, escolar, esportivo, etc.). Tais lembranças podem mobilizar novas associações para o fortalecimento da auto-imagem corajosa e vencedora.
:: Exposição suave e contínua
Enfrente o medo aos poucos. Por exemplo, primeiro enfrente o aeroporto, depois voos curtos sem tranquilizantes e ir gradativamente se expondo a vôos mais longos. Chamamos esse processo de Dessensibilização.
Esse método favorece a diminuição gradativa da hipersensibilidade existente a uma condição fóbica por meio da exposição suave e contínua, que permite ao paciente fortalecer a percepção do controle e vitória sobre si mesmo.
Fonte: Zero Hora, via Portal Desastres Aéreos.
5 set
*Salmeron Cardoso Jr
Sempre me perguntei se as escolas de aviação conseguiam passar adiante, da maneira devida, todo o conhecimento necessário para os futuros profissionais. Inclusive, essa foi uma das dúvidas que me motivaram a fundar o CEAB, há quase 11 anos.
Todos nós, que conhecemos bem esse segmento, sabemos o quão importante é verificar o perfil da escola de aviação escolhida para sua formação. Ainda mais agora, quando vemos o setor aéreo reacender, depois da crise que afetou todo o globo.
Para você, que cursa ou que procura alguma escola de aviação, fique atento: alguns itens básicos devem ser analisados, como a infra estrutura da instituição, os diferenciais que a escola oferece, a qualidade da didática e da grade curricular e, é claro, seu pioneirismo e excelência no ensino.
O CEAB é, por exemplo, pioneira no Estado de São Paulo. Fomos a primeira escola de aviação a oferecer o curso de Check-In. As aulas de anti sequestro e antiterrorismo também validam nossa filosofia inovadora e única. Prezamos, sempre, em manter a qualidade como tradição maior.
Como nossa preocupação com o aluno não existe apenas enquanto ele faz um de nossos cursos, oferecemos também o exclusivo curso de Recrutamento e Seleção, em que o futuro comissário de bordo ou atendente de Check-In fica pronto para o mercado de trabalho. Esse evento, que funciona mais como uma consultoria, identifica as dificuldades do aluno e o direciona da melhor maneira à conquista profissional.
Portanto, não se esqueça: procure sempre as ferramentas que farão de você o melhor profissional possível, seja na terra ou no ar. Caso ainda tenha alguma dúvida sobre qual escola de aviação escolher, venha visitar o CEAB e veja, com seus próprios olhos, o verdadeiro Centro Educacional de Aviação do Brasil.
*Salmeron Cardoso Jr é presidente do CEAB, instituição líder no segmento educacional aéreo.
www.ceabbrasil.com.br
31 jul
Para escrever sobre algo com a maior fidelidade possível, era preciso deixar a teoria de lado e vivenciar a experiência. E foi o que fiz
Por Leilane Vasconcelos
Não é só em realities shows que algumas pessoas precisam aprender a viver em condições extremas. Em treinamentos preparatórios, como os de comissários de bordo, a realidade também é posta à prova, e os limites são desafiados.
O intrigante é que, ao vermos uma aeromoça – com sua impecável maquiagem, cabelos perfeitamente ajeitados – não imaginamos o que ela, como profissional, passou para estar ali.
Todo o glamour que aquela imagem passa contrasta, em larguíssima escala, com o treinamento de sobrevivência que os comissários de bordo obrigatoriamente são submetidos.
29 dez
A(o) comissaria(o) ou aeromoça pode atuar em companhias aéreas nacionais e internacionais. A carreira internacional, claro, é a mais promissora, pois permite que o profissional adquira cultura de várias partes do mundo e financeiramente também é melhor.
29 dez
Para ser aeromoça ou comissária(o), é imprescindível gostar de pessoas, e ter prazer em se relacionar e atender.
Primeiramente deve ser feito um exame no HASP (Hospital da Aeronáutica). Durante o curso de comissaria, os alunos fazem um treinamento prático de sobrevivência na selva e, no final, a prova na escola. Sendo aprovado na escola de aviação CEAB, o futuro comissário presta o exame da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) e, passando, já está apto para exercer a profissão.