19 jan
Se o crescimento continuar neste ritmo, aeroportos brasileiros não darão conta da demanda de passageiros
Os brasileiros viajaram mais pelo Brasil no ano passado. O número de desembarques em voos nacionais aumentou 15,8%, de acordo com os dados divulgados nesta quarta-feira pelo Ministério do Turismo. De janeiro a dezembro de 2011, o total de desembarques domésticos somou 79.049.171 ante os 68.258.268 registrados em 2010.
Outro resultado recorde foi verificado nos voos internacionais. Foram 9.005.165 desembarques de estrangeiros no Brasil em 2011, crescimento de 13,95% em relação aos 7.902.531 de 2010. Este é o mais alto número verificado desde o início do registro de passageiros em 67 aeroportos brasileiros administrados pela Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero).
Mais da metade dos voos domésticos – 33,8 milhões – se concentra nos aeroportos de São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro. Pela ordem, são Cumbica (8,8 milhões), Congonhas (8,3 milhões), Brasília (7,2 milhões), Galeão (5,3 milhões) e Santos Dumont (4,2 milhões).
“Viajar pelo Brasil está nos planos de uma em cada três famílias brasileiras”, avalia o ministro do Turismo, Gastão Vieira, para que os dados resultam do aumento da renda do brasileiro, do interesse em colocar o turismo entre as prioridades de consumo e das facilidade de acesso ao crédito do País.
No entanto, para Marcus Reis, coordenador-geral do curso de Ciências Aeronáuticas da Universidade Estácio, se o aumento de voos continuar nesse ritmo, os aeroportos brasileiros, que já operam acima da capacidade, não darão conta da demanda de passageiros. “Mesmo com o investimento do governo brasileiro, é muito difícil acompanhar o crescimento da aviação, que, aliás, ocorre no mundo todo. O problema da infraestrutura aeroportuária é mundial. O avião deixou de ser um transporte de elite e passou a ser utilizado pela massa.”
Vale lembrar também que o País irá sediar dois grandes eventos mundiais: a Copa do Mundo, em 2014, e as Olimpíadas, em 2016. “O problema não serão os eventos, mas a lentidão nas obras nos aeroportos, seja para fazer o projeto, licitar e executar.”
Em relação à concentração de voos em cinco aeroportos, Reis acredita que é preciso investir em outros aeroportos nestas cidades. “A ampliação de Cumbica ou a construção de vários puxadinhos não resolverá o gargalo. São Paulo precisa de um novo aeroporto, assim como o Rio, para atender à demanda.”
Fonte: Portal Viaje Aqui
1 nov
Dobra número de licenças emitidas pela Anac para pilotos do sexo feminino.
G1 acompanha voo só de mulheres: comandante foi promovida em agosto
Elas não são grandes nem fortes. São pequenas, discretas e delicadas. Não se esquecem do batom e, com unhas caprichosamente pintadas de vermelho, seguram com mãos firmes um Boeing de até 79 toneladas.
Números da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) mostram o crescimento do número de mulheres que procuram o mercado aéreo. Em 2009, foram expedidas 44 licenças para pilotos do sexo feminino: 35 delas conseguiram licença de piloto privado e outras 8 de comercial. Apenas uma obteve a habilitação para comandante de uma linha aérea.
O número duplicou em 2010, quando foram expedidas 86 licenças para mulheres: 56 novas de piloto privado, 24 de comercial e 6 de linha aérea, para a qual são necessárias 1.500 horas de voo. Em relação ao ano anterior, a tendência é que 2011 termine com um novo recorde. (veja tabela abaixo)
A comandante Joana Moojen, de 30 anos, recém-promovida ao posto e com mais de 3 mil horas de voo, decolou de São Paulo com destino a Brasília na tarde de quarta-feira (19) tendo a seu lado a copiloto Juliana Campos, de 30 anos, em uma das raras vezes em que duas mulheres estiveram à frente de um voo comercial no país.
Promovida recentemente a comandante, Joana faz ajustes do voo de São Paulo para Brasília (Foto: Tahiane Stochero/G1)
O G1 acompanhou com exclusividade o voo de ida e volta do aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital paulista, para o Aeroporto Presidente Juscelino Kubitschek, em Brasília, realizado pela Gol com um tripulação totalmente composta por mulheres: além das duas pilotos, a três comissárias também eram do sexo feminino. A chefe de cabine Priscila Heimy acabou de voltar da licença maternidade. Sua filha tem apenas 8 meses e sente sua falta durante as viagens.
Comandante coloca dados sobre o voo no computador de bordo do Boeing 737 (Foto: Tahiane Stochero/G1)
“Como é um voo feminino, o papo aqui dentro é de mulher. E do que mulher fala quando está sozinha?”, brincou a comandante, quando questionada pela reportagem sobre o que conversaria nas alturas com a companheira. “Agora que tenho uma filha, só falo de fraldas, cuidados com criança, mamadeiras. Mães fazem voos mais curtos, como ponte-aérea, para pode voltar para o lar mais rápido”, diz Priscila.
Joana foi promovida a posição de comandante há cerca de quatro meses após ter atuado por seis anos como
A escolha da profissão surgiu por acaso: “Me perguntaram o que eu ia fazer para o vestibular, escolhi ciências aeronáuticas. Sempre gostei”, diz. Ela e a Juliana são gaúchas e se conheciam da faculdade – fizeram o mesmo curso, em anos diferentes, na Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Porto Alegre. Mudaram-se para São Paulo e foram parar na mesma companhia aérea. Mas nunca antes tinham voado juntas.
“Para mim, foi um prazer voar com ela. Este voo ficará para a história das nossas vidas”, diz Juliana. As duas, que não se viam há algum tempo, são casadas com pilotos de outras companhias. “Mas em casa somos nós que mandamos, assim como aqui na cabine”, brinca a comandante.
Preparação
Na cabine, Joana, que tem 1,68m, e Juliana, de 1,63m, são cuidadosas e cautelosas. Após receber a rota de navegação do voo, a comandante começa a verificar a situação da aeronave.
| Licenças emitidas para mulheres | |
|---|---|
| 2009 | Quantidade |
| Piloto Privado | 35 |
| Piloto Comercial | 8 |
| Linha Aérea | 1 |
| 2010 | |
| Piloto Privado | 56 |
| Piloto Comercial | 24 |
| Linha Aérea | 6 |
| 2011* | |
| Piloto Privado | 44 |
| Piloto Comercial | 19 |
| Linha Aérea | 5 |
| Fonte: Anac * Números até 31 de julho |
|
“A primeira coisa que eu faço é pegar o livro de bordo e ver as anotações que o comandante do voo anterior fez, se houve algum problema, se ele fez algum apontamento. Em seguida, eu ligo todas as luzes do painel. São as luzes que nos avisam de qualquer pane. Se uma delas está queimada, não somos alertados do problema”, explica Joana. Ela checa também o alarme de incêndio na turbina. “Este é maior e além da luz, ele também grita, tem um alarme sonoro, pois é bem importante”, diz.
Em seguida, a comandante coloca no computador de bordo todas as informações necessárias para que o Boeing calcule a rota para o piloto automático, como quantidade de combustível, peso, velocidade desejada, altitude, etc. “Qualquer mudança que eu fizer na rota depois eu tenho que fazer contato com o centro de controle do espaço aéreo. Eu não posso mudar de rota ou altitude sem pedir autorização”, afirma Joana.
Foi a comandante que fez os pousos em Congonhas e em Brasília porque a Anac exige que o copiloto só pode assumir o pouso caso o comandante tenha mais de um ano na função, diz Joana, que assumiu a função de comandante com 3 mil horas de voo em Boeing.
“Nunca sofri preconceito. Os comandantes apenas estranham, olha com uma cara diferente”, diz Joana. “O fato de estranharem é algo normal, já acostumamos. Mas vamos conquistando nosso espaço. No cabine, comandantes mais experientes sempre nos ensinam, ajudam”, diz Juliana que, além de ser casada com um piloto, tem um pai e dois primos também na profissão.
Além da comandante, a copiloto e a chefe de cabine, os voos da Gol 1336 e 1967, realizados na quarta-feira, levavam também as comissárias Priscila Pereira,Monique Bonacio e Anelise Hugentobler. Já em terra, em Congonhas, Joana comemorou. “Foi um voo muito bom para nós, deu tudo certo. Ficará para a história”.
História
A primeira mulher no mundo a receber licença para pilotar um avião foi Raymond de Laroche, em 1910. Ela também foi a primeira mulher a fazer um voo solo, em Paris, no mesmo ano. Desde então, mulheres apaixonadas por aviação passaram a ingressar no mercado.
A copilota Juliana (à esq), ao lado da comandante Joana e das comissárias Priscila, Monique, Priscila Heimy e Anelise (Foto: Tahiane Stochero/G1)
Na Força Aérea Brasileira, a primeira oficial aviadora só se formou em 2006. Hoje, a FAB conta com 22 mulheres no comando de suas aeronaves pelo Brasil, grande parte tem nas mãos aeronaves de grande porte que atuam no transporte de tropas e na busca e salvamento.
Na Gol, a primeira mulher a chegar ao posto de comandante foi Elisa Rossi, em 2007. Em agosto, a companhia promoveu mais duas copilotos ao comando de jatos, entre elas Joana.
25 out
O passageiro que desembarcar no aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (Grande São Paulo), deverá receber suas bagagens em 12 minutos nos voos domésticos e em 18 minutos nos internacionais, a partir do ano que vem.
A meta, que prevê sanções às empresas que descumprirem o prazo, foi definida há um mês pelo Comitê de Facilitação de Voos, órgão dentro da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) que inclui a Infraero (estatal que administra aeroportos) e a Aeronáutica.
De acordo com o texto, o tempo determinado vale da parada do avião à chegada da bagagem na esteira.
Hoje, um passageiro chega a aguardar mais de uma hora pela mala em Cumbica. Mas, em média, a demora é de 20 minutos em voos domésticos e de 30 nos internacionais, segundo a Infraero.
Fonte: Portal Folha.com
18 out
A TAM colocou uma balança próxima à porta do avião para barrar bagagens de mão que excedam o limite de cinco quilos estabelecido em lei.
A companhia diz tratar-se de um projeto piloto. O alvo são passageiros que não pesam bagagem pois fazem check-in na internet ou nos postos de autoatendimento, o que dispensa a ida ao guichê no aeroporto.
A companhia pôs a balança antes de o passageiro entrar nas pontes de embarque em ao menos um voo, há duas semanas, entre Curitiba (PR) e Congonhas (zona sul de SP). A TAM não diz se isso ocorreu em mais dias. Na ocasião, um funcionário pesava todas as bagagens de mão. As com mais de cinco quilos foram levadas para o porão. Os passageiros receberam um canhoto para retirar a mala ao chegar.
Com o boom na aviação e o aumento do check-in pela internet -estimulado pelas próprias empresas, para reduzir as filas nos guichês- os abusos são frequentes, diz Ronald Jenkins, diretor do sindicato das empresas áereas. A consequência são bagageiros mais cheios e confusão ao acomodar a mala, como passageiros que a colocam em local diferente de onde estão sentados, por comodidade ou falta de espaço.
A norma sobre o peso da bagagem é de 2000. Além de não poder ultrapassar cinco quilos, a mala de mão não pode ter a soma da dimensão (comprimento, largura e altura) superior a 115 centímetros. O limite para despachar bagagem é de 23 kg.
Fonte: Jornal Folha de S.Paulo
13 out
Hoje, o avião é um dos principais meios de transportes para viagens de longas distâncias. O que muita gente não sabe é que grande parte da população ainda tem medo de voar. Para saber mais sobre o assunto e conhecer algumas dicas para superar esse receio, confira o áudio da entrevista que a professora Suzamara Bastos concedeu ao programa Rádio Sociedade, da rádio MEC, recentemente.
11 out
A aérea holandesa KLM, do Grupo Air France-KLM, completou 92 anos de fundação na sexta-feira (dia 7). E, como já é tradicional, para celebrar a data, a empresa lançou a casinha de porcelana de Delft com licor Bols dentro de número 92.
A número 92 é a réplica da casa De Drie Haringen (Os Três Herings, em holandês). Hering (arenque, em português) é o nome de um peixe do norte da Europa muito consumido também pelos holandeses.
Quem viaja na World Business Class, a executiva da KLM, nos voos de longo curso, como o de São Paulo (GRU) a Amsterdã, ganha a casinha de número 92.
4 out
A demanda anual de passageiros nos aeroportos brasileiros deverá chegar a 530 milhões de pessoas até 2030, o que provocará uma necessidade de investimentos de R$ 25 bilhões a R$ 34 bilhões nos 20 principais terminais do país.
Os dados foram apresentados hoje pelo presidente de infraestrutura do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Nelson Siffert, no seminário sobre concessões aeroportuárias na Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ).
“Esses números são uma grande oportunidade para o Brasil atrair investidores e operadores estrangeiros”, disse Siffert.
De acordo com ele, o BNDES está aberto também a financiar os eventuais investidores estrangeiros em aeroportos no Brasil. Para investimentos em infraestrutura, o banco de fomento calcula uma taxa de juros de cerca de 8,4% ao ano em suas linhas de financiamento, sendo 6% da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) e o restante da taxa de risco de crédito, o que depende do projeto e da empresa tomadora de recursos.
“Se você imaginar que o IPCA vai ficar entre 5% e 6%, a taxa real de juros do BNDES será de 3 pontos”, ressaltou.
De acordo com o superintendente, o BNDES tem por costume conceder financiamentos com prazo de 16 anos no setor de infraestrutura.
Imagem: Stock.XCHNG
Fonte: Jornal O Globo