Aluna que saiu de Goiânia para fazer o curso de aeromoça na escola de aviação entra em Cia. Aérea.

Ela tinha um sonho e foi em busca dele. Deixou a família e sua cidade natal (Goiânia) para fazer o Curso de Aeromoça / Comissário de Vôo no CEAB, em São Paulo. E agora, seis meses depois de formada, acaba de ser contratada pela grande companhia aérea que sempre sonhou.

Formada em Administração em Turismo, Juliana Costa Coelho, de 23 anos, ficou apaixonada pela aviação depois que fez um estágio curricular no aeroporto. Desde então, decidiu que queria ser comissária. Aconselhada por um amigo, que já conhecia a escola de aviação CEAB, a goiana veio para São Paulo e não se arrependeu.

“Claro que na minha cidade natal tinha o curso, mas após fazer uma avaliação prévia das duas escolas, optei pelo CEAB sem medo algum de errar. A escola de aviação CEAB tem uma postura de ensino que realmente te prepara para a vida na aviação. A disciplina rigorosa que a escola tem nos dá uma perfeita noção de como é a aviação. O curso foi muito além do que eu imaginava”, diz a ex-aluna da turma 84M.

Leia a entrevista na íntegra com Juliana Costa Coelho:

CEAB: Por que você resolveu entrar no mundo da aviação?
Juliana: A minha formação acadêmica é em Administração em Turismo, pela Universidade Católica de Goiás. Então, durante a faculdade, tive a oportunidade de fazer um estágio curricular no aeroporto. Durante esse estágio, me apaixonei pela aviação e pela empresa aérea que trabalhei no check-in, e mantive contatos com vários profissionais que fazem a aviação funcionar (que são muitos). Mas os que mais me chamaram a atenção foram os comissários, e desde então o meu objetivo era terminar a faculdade e me dedicar a essa área. E foi o que eu fiz.

CEAB: Você morava em Goiás e veio para São Paulo para fazer o curso no CEAB?
Juliana: Quando decidi a área da aviação que mais me identificava, a próxima decisão a ser tomada era onde eu faria o curso, qual a escola que melhor me especializasse para conseguir meu objetivo. Um amigo que já estava na área da aviação na época me indicou a escola de aviação CEAB. Claro que na minha cidade natal (Goiânia) tinha o curso, mas após fazer uma avaliação prévia das duas escolas, optei pelo CEAB sem medo algum de errar. O CEAB tem uma postura de ensino que realmente te prepara para a vida na aviação. A disciplina rigorosa que a escola tem nos dá uma perfeita noção de como é a aviação. Todo o meu processo de matrícula foi feito através do telefone e por sedex e o tratamento que recebi durante esse período foi muito satisfatório, o que me deixou ainda mais tranqüila na decisão que tinha tomado.

CEAB: E a mudança de cidade e a opção pelo CEAB valeram a pena?
Juliana: O curso de comissaria foi muito além do que eu imaginava. As matérias despertaram ainda mais meu interesse na aviação. Principalmente as de sobrevivência e emergência, primeiros socorros, conhecimentos gerais de aeronaves, navegação, meteorologia, medicina aeroespacial, etc. Resumindo, todas as matérias. E sinto muitas saudades da época do curso, da convivência com os colegas, com os professores, funcionários da escola. Mesmo aqueles que estavam ali para cobrar a disciplina dos alunos, que às vezes são conhecidos, de forma errônea como os “chatos”, conseguiam mostrar que apenas queriam o nosso bem e aprendizado.

CEAB: Teve alguma situação, durante o curso, que marcou mais para você?
Juliana: Uma coisa que me chamou muita atenção e despertou ainda mais minha admiração pelo profissional e pessoa que é foi quando um dia após a aula, uma turma de alunos desceu com muitas dúvidas na matéria de navegação. Na sala de espera, ficamos comentando sobre alguns exercícios que não sabíamos como resolver. Já estava na hora do almoço e, quando menos esperávamos, o Sr. Salmeron apareceu e perguntou o que estava acontecendo. Quando falamos que estávamos com várias dúvidas, ele simplesmente pediu uma caneta na recepção, nos levou para a sala de aula e deu uma aula com uma simplicidade tamanha. Em poucos minutos, entendemos tudo o que não tínhamos entendido em uma aula inteira. Essa atitude dele demonstrou a imensa preocupação que ele tem com seus alunos, o que me deixou muito feliz.

CEAB: Logo depois que você se formou, já começou a mandar currículos?
Juliana: Assim que saiu o gabarito provisório da ANAC, em novembro de 2006, só preenchi o currículo no site de uma empresa aérea. Isso porque eu tinha o desejo de voltar a trabalhar na empresa que tinha feito o estágio na época da faculdade. Algumas pessoas falaram que eu estava perdendo um tempo precioso, porque várias outras empresas estavam chamando e eu esperando só uma. Após quatro meses de espera, fiquei sabendo que por eu já ter trabalhando na empresa precisava que meu ex-chefe mandasse uma carta de apresentação para a responsável pela seleção da companhia. No mesmo dia, entrei em contato com o gerente de aeroporto da empresa, em Goiânia, ele se mostrou super prestativo e logo mandou um e-mail para a equipe de seleção aqui em São Paulo. No dia seguinte, recebi um e-mail da companhia, informando que havia chegado meu currículo e que assim que surgisse uma vaga para seleção eles entrariam em contato.

CEAB: E demorou para eles entrarem em contato?
Juliana: No mesmo dia que recebi o e-mail, eles me ligaram perguntando se eu queria participar de um processo seletivo que seria em 23 de março. Ainda pensei: “Eles estão perguntado se quero porque não sabem há quanto tempo espero por isso”. Eu disse que claro que queria participar. Depois que me passaram todos os procedimentos e desliguei o telefone, fiquei em choque. Tinha esperado tanto aquele momento e ele finalmente tinha chegado. E, por incrível que pareça, eu não sabia direito o que fazer. Logo liguei para minha família em Goiânia e depois para meu namorado, com quem moro aqui em São Paulo e que me dá sempre um super apoio, para dar a boa notícia que tanto esperávamos. Todos ficaram muito felizes e empolgados, mas sabíamos que estava apenas começando um longo processo. Então, achamos melhor deixar a comemoração oficial para quando tudo desse certo.

CEAB: Como foi o processo seletivo?
Juliana: Alguns dias antes da primeira fase, fui ao CEAB pegar algumas dicas, o que me deixou muito mais tranqüila. O processo seletivo foi feito em três fases, todas elas eliminatórias. A primeira fase, em 23 de março, foi uma redação sobre o tema proposto, uma entrevista de pré-qualificação e uma triagem que avaliava requisitos básicos, apresentação pessoal, postura, comunicação, etc. No final, pediram que todos ligassem à tarde para saber o resultado e o dia do retorno para a segunda fase. A segunda fase, em 25 de abril, foi a temida dinâmica de grupo, que não é esse “bicho de sete cabeças” que todos falam. Começou com uma apresentação pessoal e terminou com uma atividade em equipe, na qual foi avaliado o perfil do candidato. Nesta fase pediram que os candidatos ligassem depois de uma hora e meia para saber o resultado e que voltassem à tarde para pegar algumas informações para a próxima etapa. Neste segundo encontro do dia, foi marcado o dia e o horário do exame médico pré-admissional, que também é eliminatório, e depois a entrega de documentos exigidos para admissão na empresa. Já na terceira fase, em 2 de maio, foram feitos exames com os médicos da empresa, que avaliaram as condições de saúde do candidato. E o melhor desta etapa é que o resultado sai na hora. E assim que terminaram levamos os documentos na academia da companhia aérea. Em geral, o processo é tranqüilo. O que mais atrapalha é o nervosismo e é com isso que temos que tomar cuidado. A minha integração na empresa começa nesta semana e em 21 de maio inicio o treinamento, que não é mais eliminatório, mas se não atingir a média 8, o candidato é demitido.

CEAB: As dicas e os ensinamentos dos professores do CEAB te ajudaram nas entrevistas? O que você mais lembrou na hora?
Juliana: Claro, as dicas dos professores foram valiosas. Enquanto eu estava sentada esperando o processo seletivo começar, passou um filme na minha cabeça sobre as aulas de etiqueta e postura, sobre as checagens feitas na escola de aviação antes das aulas, tudo. O que eu mais lembrei na hora foi de sempre manter a postura e prestar muita atenção nas falas dos selecionadores.

CEAB: Mande um recado para os que, assim como você, querem entrar na aviação.
Juliana: Primeiro tenha certeza que realmente quer seguir essa profissão. Tendo isso claro, o resto é conseqüência do seu esforço e dedicação nos estudos. E para quem está na espera, a persistência no seu objetivo é indispensável. Se não pode esperar mais ser chamado para uma seleção, uma dica que acho válida é tentar uma seleção em outra área dentro da aviação: comercial, reserva, check-in, etc, porque geralmente dentro da empresa depois de um ano pode-se pedir uma migração interna. Conheço vários exemplos bem sucedidos. Boa Sorte!