Os aviões devem ficar até dois anos sem máscaras de oxigênio nos banheiros. Esse é o prazo que a FAA (agência americana de aviação) estipulou para achar uma solução técnica para o assunto.

O tema será discutido pela FAA com autoridades internacionais de aviação -Anac, inclusive- e com a indústria. A remoção das máscaras dos banheiros foi concluída nos últimos dias nos Estados Unidos e no Brasil.

A mudança se deveu ao temor, pela FAA, de que o gerador químico de oxigênio dos banheiros fosse usado como explosivo em ato terrorista.

No Brasil, passageiros de TAM e Gol, pelo menos, ainda não foram avisados da mudança. As duas companhias detêm 80% do mercado. Sem a máscara, quem estiver no banheiro fica sujeito aos riscos de uma eventual despressurização em voo.

Nesse cenário, em altitude de cruzeiro (12 mil metros), um passageiro tem entre 7 e 20 segundos até começar a ser afetado pela falta de oxigenação no cérebro, que causa confusão mental, depois coma e, no limite, morte.

Embora as companhias tenham avisado as tripulações sobre as máscaras, não houve treinamento específico. Caberá aos comissários ir até o banheiro para socorrer os passageiros, segundo a norma distribuída pela Anac.

O procedimento de um avião que despressuriza é descer até ser possível respirar sem máscaras, o que leva cerca de dois minutos.

TAM e Gol dizem seguir a determinação da Anac. Esta, por sua vez, informou que vai discutir qual o procedimento a ser adotado nas aeronaves.

Texto: Ricardo Gallo/Folha Online

Imagem: Editoria de Arte/Folhapress

Para quem gosta de aviação e pretende tentar carreira na área, a dica é inscrever-se nas palestras gratuitas do CEAB –Centro Educacional de Aviação do Brasil-, que acontecem no dia 19 de março, dentro do novo simulador de voo da escola, única da capital paulista a operar esse tipo de equipamento.

Além de registrar oficialmente a inauguração do simulador, os eventos apresentarão os detalhes da rotinha de um comissário de bordo e aeromoça, como, por exemplo: os processos para execução do serviço de bordo, primeiros socorros, evacuação de emergência, entre outros. “Nosso objetivo é mostrar como funciona a metodologia dos nossos cursos, ou seja, uma metodologia apoiada em diversas situações práticas do dia a dia dos profissionais da aviação e com a reprodução fiel do interior de uma aeronave, ambiente ideal para vivenciar todas essas tarefas”, ressalta o diretor do CEAB, Salmeron Cardoso.

Com duração de 1h30min, as palestras explicativas serão realizadas em dois horários: às 10h e às 14h, do próximo sábado. O CEAB está localizado na rua Arthur de Azevedo, 132/140, Pinheiros, São Paulo/SP. Mais informações: (11) 3081-4949.

Referência em capacitação e qualificação de profissionais do setor, o CEAB -Centro Educacional de Aviação do Brasil- tem recebido convites de importantes empresas para o encaminhamento de seus alunos a novos postos de trabalho. Em parceria com uma consultoria especializada em aviação civil e uma grande companhia aérea brasileira, a escola está selecionando, entre seus alunos e ex-alunos, candidatos para vagas de agente aeroportuário.

Foto: Christian K/Stock

Os profissionais poderão atuar em quatro diferentes setores dentro de aeroportos: check-in (atendimento ao passageiro, conferência de bilhete e despacho de bagagens), loja (venda e emissão de passagem), despacho (conferência de bilhete e liberação de voo) e lost luggage (extravio e avaria de bagagens).

Os requisitos necessários são: residir nas intermediações dos aeroportos de Cumbica ou Congonhas, bons conhecimentos da língua portuguesa e matemática, além de inglês em nível intermediário. É desejável que os candidatos tenham experiência anterior em atendimento ao público e superior completo ou em curso. Os interessados devem enviar seus currículos para o email pedagogia@ceabbrasil.com.br.

Os selecionados serão convocados a comparecer no CEAB, no bairro de Pinheiros, em São Paulo, no dia 19 de março. Mais informações pelo telefone (11) 3081-4949.

O visitante do Museu TAM pode conferir mais duas aeronaves no acervo exposto em São Carlos, interior paulista: um Hawker Siddeley HS-125 doado pela FAB (Força Aérea Brasileira) e um ultraleve Roloff-Unger RLU-1 Breezy Pusher, integralmente montado nas oficinas de restauração da instituição.

Agora, são 76 unidades em exposição, o maior acervo de aviação do mundo mantido por uma companhia aérea. Desde junho do ano passado, quando foi reinaugurado, o Museu TAM já recebeu mais de 88 mil visitantes.

Hawker Siddeley HS-125, doado pela FAB (Força Aérea Brasileira) ao Museu TAM

Utilizado pela FAB desde a década de 1960, o HS-125 é um bimotor a jato que serviu para o transporte de autoridades e foi utilizado para a calibragem dos equipamentos e dos instrumentos de aproximação dos aeroportos e das bases aéreas brasileiras.

“Ele fez parte do Grupo Especial de Inspeção de Voo. Em pouco tempo, ganhou dos pilotos o apelido de ‘avião laboratório’”, informa João Amaro, presidente do Museu TAM.

A outra novidade, o Breezy, foi um dos primeiros ultraleves construídos nos Estados Unidos, em 1965. Vendido em kits para ser montado em casa, com dois assentos (piloto à frente, passageiro atrás), o modelo é um dos mais populares e antigos do mundo.

Hoje, apenas as suas plantas são vendidas. Para a sua construção, a equipe de restauração do Museu TAM decidiu utilizar motor de 115 HP na traseira (“pusher”) e as asas do Piper J-3, modelo mundialmente conhecido como uma das mais notáveis aeronaves de instrução.

Ultraleve Roloff-Unger RLU-1 Breezy Pusher, montado para exposição no Museu TAM

Além de peças raras, o Museu TAM tem auditório para palestras, conferências e eventos culturais; uma área dedicada a turbinas; exposição de uniformes que apresenta a evolução da moda no setor desde a década de 1960; além da história da TAM.

SERVIÇO:
Museu TAM
Telefone: (16) 3306-2020
Funcionamento: quarta-feira a domingo, das 10h às 16h (entrada autorizada até as 15h)
Ingressos: R$ 25, com meia entrada de R$ 12,50 para estudantes e idosos de 60 a 65 anos. Idosos a partir de 65 anos e crianças até 6 anos não pagam.

Fotos: Divulgação

Texto: Folha de S. Paulo

Preparo dos profissionais em situações de emergência é essencial para manter o bem-estar dos passageiros durante uma viagem. Antecipando o treinamento das companhias aéreas, e para garantir que imprevistos durante os voos sejam conduzidos da melhor forma possível, o CEAB -Centro Educacional da Aviação do Brasil- destaca a importância de alguns procedimentos de segurança e precaução que os alunos aprendem nos cursos que ministra.

Ao contrário do que muitos acreditam, a checagem dos cintos de segurança não deve ser feita apenas antes do pouso e da decolagem. “Os comissários são treinados a realizar esse procedimento sempre que o aviso para atar cintos for acionado”, diz Salmeron Cardoso, diretor da escola, “esta é a indicação de uma possível turbulência”, acrescenta. Além disso, o posicionamento das poltronas na decolagem e no pouso também precisa ser verificado.

Também para manter a segurança e assim evitar acidentes, o material utilizado no serviço de bordo, como as bandejas e os copos, deve estar acondicionado em armários travados.

“Os alunos são orientados a não permitirem que certos passageiros sejam acomodados nas fileiras de poltronas das janelas de emergência, nem que o caminho esteja obstruído por bagagens”, esclarece Cardoso. Os assentos próximos às saídas devem comportar apenas pessoas aptas a abrir uma janela, por exemplo. “Precisamos de agilidade em caso de evacuação em emergência”, completa.

“O chefe de equipe precisa ser informado das situações que requerem atenção e este comunicará o comandante, mas é do comissário a tarefa de manter o clima de controle e equilíbrio na cabine”, finaliza Cardoso.

Essas e outras informações você aprende no CEAB. Visite nosso site para conhecer mais sobre o curso de comissário de voo.

Foto: Rui R./Stock

O setor aéreo mundial registrou em 2010 o índice mais baixo de acidentes de sua história, informou na última quarta-feira (23) a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), superando a marca de 2006, até então o ano mais seguro para a aviação. Em 2010, o índice mundial de acidentes (medido em perdas de fuselagens por milhões de voos de aviões a jato de fabricação ocidental) foi de 0,61 acidente a cada 1,6 milhão de voos, explicou o organismo em comunicado divulgado em Tóquio.

Em 2006, este índice foi de 0,65. Para a análise considerou-se todos os tipos de aviões. A pesquisa mostrou, entretanto que o número de acidentes fatais foi superior em 2010 ante 2009 (23 contra 18), com 786 vítimas contra 685, acrescentou a IATA. O órgão destacou que “a segurança tem sido sua prioridade”. “Voar é seguro. Aliás, cada acidente aéreo é uma tragédia humana, que nos faz lembrar que nosso objetivo principal é buscar o zero acidente, zero mortes”, afirmou o CEO da IATA, Giovanni Bisignani, cuja entidade representa 230 companhias aéreas, responsáveis por 93% dos voos mundiais.

As informações são da Dow Jones, via Portal do O Estado de S. Paulo.

Diretor do CEAB concedeu entrevista ao portal sobre a crescente demanda de profissionais na área

Não é novidade para ninguém que o Brasil tem crescente demanda de profissionais do setor de aviação. As carreiras como comissário (a) de voo e atendente de aeroportos continuam em alta, ainda mais com a aproximação dos eventos esportivos que serão sediados no País nos próximos anos. A Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016 têm sido estimulantes para a capacitação de pessoal na área, além, é claro, da alta da economia nacional.

O diretor do CEAB, Salmeron Cardoso, falou, na última sexta-feira (25), sobre o assunto ao portal RH Central. O especialista explicou como funciona a preparação dos profissionais desde a seleção dos perfis adequados às principais companhias aéreas até a execução dos cursos, que em geral tem duração curta, e o mercado de trabalho.

“Embora ainda estejamos engatinhando no mercado de turismo, o Brasil é uma grande promessa”, ressaltou Cardoso.

Confira o podcast completo aqui.