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Aviação reduz custos com "Céu Único Europeu"

31 de Agosto de 2010

Aviação reduz custos com "Céu Único Europeu"

Reduzir os custos globais das companhias aéreas através da optimização do espaço aéreo é o objectivo do "Céu único Europeu". Encurtar distâncias, poupar combustível, aumentar o tráfego são metas para 2012. O preço dos bilhetes também poderá diminuir.

Harmonizar para optimizar o espaço aéreo europeu é o objectivo do "Céu único europeu", cujo projecto remonta a 1999. O céu da Europa é hoje uma via difícil de percorrer: no total, existem 27 espaços aéreos, vigiados por 50 centros de controlo. A ideia é reduzir esta manta de retalhos até 2012.

A Comissão Europeia já adoptou o regulamento sobre normas de funcionamento e estima-se que o tráfego aéreo vai triplicar nos próximos 15 anos. O projecto de "céu único" deverá permitir melhorar a gestão, reduzir as distâncias, as durações de voo e gastar menos 10% de combustível. Será ainda possível reduzir para metade os custos dos voos e cortar em 10% o seu impacto ambiental.

Contactado pelo JN, o Instituto Nacional de Aviação Civil (INAC) explicou que os impactos directos serão para as companhias aéreas, mas os benefícios irão reflectir-se, mais tarde, nos passageiros. "Ao articularem melhor os voos, as empresas controlam melhor os atrasos, as trajectórias mais directas permitem poupar tempo e combustível e as taxas de navegação aérea serão diminuídas", explicou Francisco Balacó, director da área de infra-estruturas e navegação aérea do INAC.

"É expectável que a redução dos custos globais das companhias venha a resultar directamente em poupança para o passageiro", acrescentou. Ou seja, se a companhia mantiver as suas margens de lucro, pode reflectir os seus ganhos de eficiência na redução dos preços dos bilhetes de avião. Esta é uma decisão que cabe a cada empresa, embora com a supervisão do regulador. 
TAP não exclui cortes

Contactada pelo JN, a TAP confirmou que, "havendo redução de custos para as companhias, isso acaba por reflectir-se nos passageiros". Isto, resulta não só numa redução no tempo das rotas, como no preço dos bilhetes.

A próxima fase, a realizar até final de 2010, consiste em nomear um gestor único para toda a rede europeia, de forma a optimizar a utilização do espaço aéreo e coordenar a repartição de recursos, nomeadamente frequências e códigos.

Link: http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1651609
Fonte: Jornal de Notícias

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